Café com Bíblia: Qual é a sua Expectativa? (Parte 2)

Publicado por Ana Azevedo Bezerra em 03/05/2017 às 13h06

PARA QUE NOS APAIXONEMOS PELA PALAVRA DE DEUS E SEJAMOS TRANSFORMADOS POR ELA DE MANEIRA CONSISTENTE. PRECISAMOS ALICERÇAR NA PALAVRA O NOSSO MODO DE PENSAR, DE AGIR, DE VER O MUNDO E DE SE RELACIONAR COM AS PESSOAS.

Deus é a única fonte de sabedoria legítima existente aqui na terra. Ao basearmos as escolhas da nossa vida na sabedoria terrena (que não é verdadeira sabedoria), estamos vivendo de acordo com princípios que um dia podem falhar. E que, certamente, um dia serão abalados. A palavra de Deus é a fonte de toda a nossa segurança, por isso precisamos mergulhar nela e buscá-la como um minerador busca pelos tesouros que estão escondidos debaixo da terra.

É um processo que dura a vida inteira, não pode acontecer do dia para a noite, porém precisamos receber o que é inabalável para podermos viver nesses últimos dias. Pois os céus e a terra passarão, porém as palavras de Deus não.[1]

É claramente uma ordem de Deus e do nosso Senhor Jesus nos aplicarmos em conhecer a palavra, é parte integrante da nossa vida devocional e da nossa vida cristã aqui na terra. Em Deuteronômio 17:19, Deus está dando as ordens para os futuros Reis de Israel. De fato, na época de Deuteronômio não haviam reis, mas Deus já avisa que se um dia o povo pedisse por um rei, a conduta dele, dentre outras coisas deveria ser a seguinte:

Trará sempre essa cópia consigo e terá que lê-la todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer o Senhor, o seu Deus, e a cumprir fielmente todas as palavras desta lei, e todos estes decretos” (Deuteronômio 17:19).

Somos uma nação de reis e sacerdotes.[2] Por isso não estamos isentos desse mandamento, que, pode ser cumprido com prazer e devoção sinceros. Sem fardos que não podemos suportar, mas com a leveza que só Cristo é capaz de nos dar.[3]

Somente Deus conhece o caminho para uma vida verdadeiramente sábia.[4] Poderíamos explorar o entendimento dessa verdade dizendo que só Deus conhece o caminho para a vida verdadeira. Porque fora dele não há vida, não é possível chamar “vida” uma vida de escravidão, vícios do corpo e da alma, dependências em coisas que têm data de vencimento e a lista é grande. Como Jesus nos ensina no sermão do monte, não vale a pena ajuntar tesouros aqui nessa terra[5], porque certamente eles terão um fim e dentre os tesouros celestiais que nem a traça nem a ferrugem consomem há os tesouros que podemos encontrar ao vasculharmos a palavra como um minerador procura por ouro.

Que a palavra de Deus seja a nossa riqueza, que o nosso coração esteja cheio dela. Pois onde encontraremos o nosso coração? Onde estiver o que achamos ser mais precioso na nossa vida. Afinal esse é o Coração Novo que Deus quer nos dar, um coração como o coração de Abraão[6], que se apegou a uma palavra de Deus e viu nascer o filho na sua velhice! Um coração, que vivia da palavra de Deus quando ainda ela não era escrita, mas dela se alimentou, quando ninguém havia dito “Nem só de pão viverá o homem”, sem ver Maná, sem ver o mar se abrir, Abraão acreditou e deixou sua casa e foi chamado amigo de Deus[7].

Mas esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo” (Jeremias 31:33).

 Deus promete, em Jeremias, um tempo futuro em que as suas leis estariam escritas em nossos corações, assim como acontecia com Abraão, que observava os estatutos de Deus por se relacionar com Ele. Acredito que esse tempo é hoje! É agora! Pois o sacrifício de Jesus foi para que Ele pudesse viver dentro de nós por meio do Espírito Santo; quando lemos a palavra, não é só a nossa mente que trabalha para entende-la, mas também o Espírito de Deus vivifica tudo o que lemos e ouvimos. Eu acredito nessa vivificação, nessa encarnação da Palavra dentro de nós. Acredito que, tendo Deus falado a nós por meio do seu Filho[8], hoje temos acesso pleno à vontade e verdade de Deus para as nossas vidas.

Uma ferramenta proveitosa, para que possamos passar a viver da Palavra, é prová-La na nossa vida, provar seu sabor às vezes doce como o mel, às vezes amargo no estômago. Relacionar-se com o Texto é fazer perguntas para ele, esperando que ele mesmo responda, nada é como a nossa expectativa. Quando observamos os milagres de Jesus ao longo do evangelho, vemos que ele respondia ao clamor do gritava, mesmo diante da reprovação das pessoas. O que era mais importante? Encontrar-se com a oportunidade de uma vida (Jesus), ou não “atrapalhar” o mestre (Jesus)? Às vezes somos levados a pensar que a condição de Bartimeu era deplorável, por isso ele gritava; e, em vez, poderíamos nos perguntar sobre a condição do nosso clamor. Bartimeu sabia quem era: uma capa e uma posição sentada à beira do caminho, nunca lhe permitiriam esquecer-se da sua condição; e Jesus respondeu à sinceridade do desespero dele. Sem mais nem menos, ele queria ser curado, e assim foi. A sua fé o curou! Jesus não disse: “Agora eu o curei, Bartimeu”, ele disse: “A sua fé o curou!”. Que declaração escandalosa, aqueles gritos eram cheios de fé. E por isso lhe foi atendido o pedido; quanto mais não podemos pedir para que a Palavra de Deus nos responda? Jesus é o Verbo[10], o cumprimento de todas as escrituras[11], que hoje vive dentro de nós pelo Espírito. Podemos sim pedir para que o Espírito nos ensine através das Escrituras tudo o que precisamos saber, e, à medida que nos for útil[12], Ele se revelará. Por isso nunca devemos perder a esperança, a expectativa de uma Sua revelação!

[1] Mateus 24:35.

[2] Apocalipse 1:6; 5:10.

[3] Mateus 11:30

[4] Jó 28:23

[5] Mateus 6:19-21

[6] Gênesis 26:5

[7] Isaías 41:8

[8] Hebreus 1:2

[9] Marcos 10:46-52

[10] João 1:1,14

[11] Mateus 5:17

[12] João 10:21 – Nunca podemos nos esquecer de que Deus se revela de acordo com seus desígnios e a quem quer. Se hoje podemos conhecer a Deus, isso acontece porque Ele quer. Isso significa que Deus é inacessível para alguns? Absolutamente não! Se assim fosse, a Cruz não teria acontecido. Isso significa que os tempos de Deus para nos responder sobre os nossos questionamentos não são os nossos.

Tags: bíblia, coração novo

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